O ex-presidente Jair Bolsonaro continua internado após passar por cirurgia em Brasília, nesta sexta-feira (1º), segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star. Ainda não há previsão de alta. Também segundo o texto, o procedimento ocorreu sem intercorrências.
A intervenção tinha como objetivo tratar o ombro direito do capitão da reserva. Bolsonaro teve que passar pela operação por sofrer com dores e incapacidade funcional no local, segundo a defesa do ex-presidente. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (30).
Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu orações para seu marido. “Peço aos meus irmãos em Cristo que orem pelo procedimento cirúrgico do meu galego”, escreveu Michelle.
De acordo com os advogados, Bolsonaro sofre com os sintomas mesmo após tentativas de tratamentos conservadores e o uso diário de analgésicos. Conforme a defesa, os exames físicos e de imagem constataram uma retração importante e uma lesão de alto grau no tendão supraespinhal, estrutura responsável pelo movimento de levantar o braço.
A cirurgia foi recomendada pelo ortopedista Alexandre Firmino Paniago. Os advogados destacaram que o pedido para operar tinha caráter “estritamente humanitário e sanitário”. A defesa justificou que não se trata de uma conveniência pessoal, mas sim de uma “necessidade terapêutica concreta” para preservar a integridade física e a qualidade de vida de Bolsonaro.
Prisão domiciliar
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista. Em 24 de março, Moraes autorizou o ex-presidente a ficar em prisão domiciliar por 90 dias para se recuperar do quadro de broncopneumonia.





