O Irã afirmou nesta quinta-feira (7) que está analisando as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar a guerra, enquanto o presidente Donald Trump ameaçou promover uma nova onda de bombardeios caso não haja um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional.
A expectativa de um possível entendimento entre os dois países impulsionou os mercados internacionais, mesmo após forças americanas terem disparado contra um petroleiro iraniano que tentava romper o bloqueio imposto pelos EUA aos portos do Irã poucas horas antes. O episódio ocorreu em meio a sinais contraditórios da Casa Branca sobre a estratégia para encerrar o conflito.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a guerra, iniciada há dois meses, pode estar próxima do fim e que o transporte de petróleo e gás natural afetado pelo conflito poderá ser retomado. Segundo ele, porém, isso depende da aceitação iraniana de um acordo cujos detalhes não foram divulgados. “Se eles não concordarem, os bombardeios começam”, escreveu.
Um cessar-fogo entre EUA e Irã permanece em vigor desde 8 de abril. Ainda assim, negociações presenciais realizadas no mês passado no Paquistão não resultaram em um acordo definitivo. O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
O governo paquistanês, que media as negociações, afirmou esperar um desfecho positivo “mais cedo ou mais tarde”. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Tahir Andrabi, Islamabad mantém otimismo sobre a possibilidade de uma solução diplomática.
“Esperamos um acordo em breve. Esperamos que as partes alcancem uma solução pacífica e sustentável, que contribua não apenas para a paz em nossa região, mas também para a paz internacional”, afirmou.
Andrabi evitou comentar prazos ou detalhes das negociações em andamento, mas disse que o Paquistão segue atuando como mediador entre Teerã e Washington.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou em pronunciamento televisionado que o país mantém contato “dia e noite” com os governos do Irã e dos Estados Unidos para tentar interromper a guerra e ampliar o cessar-fogo.





