O Irã entregou neste sábado (25) as exigências para um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, informou a agência de notícias Reuters citando fontes do governo paquistanês. Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, o chanceler iraniano, Abbas Aragchi, entregou ao Paquistão documentos com exigências e também com ressalvas de Teerã às propostas dos Estados Unidos, entretanto, o conteúdo dos documentos não foi revelado.
Representantes dos Estados Unidos e do Irã desembarcam no Paquistão para uma segunda rodada de nengociações, apesar dos iranianos não terme confirmado que participariam. Na sexa-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia dito acreditar que a nova porposta do Irã atenderia às exigêncis norte-americanas. “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”, disse.
Segunda rodada de negociações
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na sexta-feira (24), mas não confirmou que vá se encontrar com os representantes norte-americanos para uma segunda rodada de conversar sobre um possível cessar-fogo na guerra iniciada no dia 28 de fevereiro.
Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão no sábado ao Paquistão “com o objetivo de manter conversas […] com representantes da delegação iraniana”, declarou, entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao assegurar que o encontro foi solicitado por Teerã. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana há duas semanas, não viajará desta vez, mas pode se juntar à equipe mais adiante em caso de progresso, detalhou Leavitt.
Tensões em Ormuz
As incertezas sobre a nova rodada de negociações acontecem em um momento delicado do conflito, onde Estados Unidos e Irã intensificaram as ameaças por causa do Estreito de Ormuz. Na quinta-feira (23), os militares dos Estados Unidos apreenderam outro petroleiro associado ao contrabando de petróleo iraniano, intensificando o impasse com o Irã um dia após a Guarda Revolucionária paramilitar do país ter assumido o controle de duas embarcações no crucial Estreito de Ormuz.
A ação ocorre um dia depois de o Irã ter atacado três navios cargueiros no estreito, capturando dois deles, em uma medida que intensificou sua ofensiva contra a navegação nessa via estratégica, por onde passa, em tempos de paz, cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
O conflito já fez os preços da gasolina dispararem muito além da região e elevou o custo dos alimentos e de uma ampla gama de outros produtos. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, marcando alta de 35% em relação aos níveis pré-guerra, mas os mercados acionários ainda parecem reagir com relativa indiferença.
Também na quinta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ordenado à Marinha americana que “atire para matar” em qualquer embarcação que esteja instalando minas nas águas do Estreito de Ormuz, em nova escalada das tensões com o Irã na principal rota global de transporte de petróleo. Em publicação na Truth Social, Trump disse que a ordem vale para “qualquer barco, por menor que seja”, envolvido na atividade. “Não deve haver hesitação”, escreveu.
O presidente também afirmou que navios-varredores de minas dos EUA já atuam na região e determinou a ampliação da operação. “Estão limpando o estreito agora. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível triplicado”, declarou.




