O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) publicou em suas redes sociais, na noite desta quinta-feira (7), que um navio-tanque de produtos refinados de propriedade chinesa foi atingido pelo Irã na segunda-feira (4) no Estreito de Ormuz.
A informação do ataque foi divulgada pelo veículo de comunicação chinês Caixin. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que um navio chinês é atingido por disparos iranianos desde o início do conflito. A embarcação, que ostentava a inscrição “proprietário e tripulação chineses”, foi mesmo assim alvejada.
No mesmo dia, o presidente Donald Trump, lançou um plano dos EUA para ajudar embarcações encalhadas e suspendeu um dia depois.
O tráfego através do estreito vital, por onde passam 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás, está praticamente paralisado desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, volume que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity. Entender a geografia e o xadrez político dessa rota é essencial para explicar por que um possível fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã pode causar um colapso na economia global.





