Vestibular na pandemia: Protocolos sanitários serão rígidos em provas

Além da Covid-19, alunos com outras doenças contagiosas, como meningite e sarampo, podem fazer a prova em outra data

Máscara obrigatória, álcool em gel e distanciamento social. Para oferecer processos seletivos de forma segura a milhares de candidatos durante a pandemia da Covid-19, os organizadores precisaram se adaptar. A Fuvest dobrou o número de locais para a realização do exame: serão cerca de 150 contra 75 no ano passado. Quem testar positivo para a Covid-19 duas semanas antes da prova, tiver contato com alguém infectado ou apresentar sintomas da doença não poderá participar. A diretora-executiva da Fuvest, Belmira Bueno, ressalta que não haverá prova substitutiva para quem perder o vestibular na data prevista. “As provas da Fuvest demoram meses para serem elaboradas e não haveria a menor condição de ter uma segunda prova. Isso nunca existiu por outro motivo. É lamentável, a gente não queria que fosse assim. Mas é uma impossibilidade mesmo.”

A mesma orientação vale para quem fará o vestibular da Unicamp, que segue com o modelo presencial. O processo seletivo remoto, solução encontrada por outras instituições, nunca chegou a ser uma possibilidade. O diretor da Comvest, José Alves de Freitas, afirma que uma prova online seria uma barreira para milhões de estudantes. “A gente não pode esquecer que a primeira queixa justificada que surgiu no contexto da pandemia foi que os estudantes não tem acesso a boa internet. Como a gente poderia assegurar que os candidatos estariam acessando com internet confiável?”


Fonte: Jovem Pan

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